Carnaval 2015

Meu Guri

A imagem da criança do meu Brasil

Compositores: Nathália Moratelli, Tiago Castelen, Fabricio Machado, Dandara Vianna, Leonardo Saleiro
Intérpretes: Anderson Medina, Ruan Paiva, Chalana Saleiro, Davi Costa, Ramilla Silva

Sonhei, não acreditei
Pensei que o mundo era só alegria
Paixão, emoção pura ilusão
Na adolescência me perdi em fantasia
E ontem gerei meu guri
Guerreira, barreiras venci
Amei, fui leal, lutei contra o mal
Pra não virar um problema social

Pode esperar, vai chegar lá
Quem tem fé, não perde a esperança
Coração de mãe é sempre assim
Amor que nunca tem fim

Um novo destino trilhou
Será que alegria conquistou
Bordado em ouro, subindo o morro
Riquezas, crença no seu patuá
É festa até o dia clarear
Chega de sofrer, vem dançar eu e você
Da sua vida
Fez um novo amanhecer

Somos pimpolhos, escola querida
Mudando a história, exemplo de vida
Na Sapucaí
Prazer, olha aí o meu guri

Autor do Enredo: Edmilson Nunes

A Escola de Samba Mirim Pimpolhos da Grande Rio apresenta, em seu 11º ano desfilando na Marques de Sapucaí, uma homenagem ao cancioneiro da Música Popular Brasileira e as mães do Brasil, com o enredo “MEU GURI- A IMAGEM DA CRIANÇA DO MEU BRASIL”. Uma adaptação livre da canção Meu Guri (1981) de Chico Buarque de Holanda.

O enredo começa fazendo uma referência as mães, as mulheres e as meninas do Brasil. A mãe é a narradora na obra de Chico. - "Quando seu moço nasceu meu rebento não era o momento dele rebentar" -. Inocentes ou sonhadoras, guerreiras ou festivas. Mãe que  ama e amamenta. Meninas-mães. Meninas que choram lágrimas de bijuterias refletindo brilhantes. Falsos ou verdadeiros? Eis a questão.

Chegamos então ao "MEU GURI". Amadas crianças do meu Brasil, do meu mundo, de minha cidade, do meu bairro e da minha rua. Belas e tristes crianças “já foi nascendo com cara de fome". Guerreiras e vivazes "chega suado e veloz do batente". Queridas e afetuosas "traz sempre um presente pra me encabular". Tantas crianças, bandidas ou transgressoras, "me trouxe uma bolsa já com tudo dentro um lenço e uma penca de documentos pra finalmente eu me identificar". Meu Guri ostentação, orgulho, Funk, Samba, Pagode com muito amor no coração, no tênue equilíbrio da vida ou entre a escola e a rua, a pipa e o lápis, o sonho e a razão. Entre o arco e a lira. Meninos com asas de anjo, sempre preocupados com o combustível. Se acabar eles caem. São dos anjos ou deles as asas?

E o final feliz? Se na obra de Chico Buarque a narradora (mãe) se deixa levar pela ilusão "chega estampado manchete retrato com venda nos olhos legenda e as iniciais eu não entendo essa gente seu moço fazendo alvoroço demais", a Pimpolhos da Grande Rio lança um outro olhar sobre a música transformando esta ilusão em verdade, imaginando que a fronteira entre o sonho e a realidade seja possível de ser transposta com amor, dedicação e perseverança e que no coração de uma mãe só o milagre é possível "acho que tá lindo de papo pro ar eu não disse seu moço desde o começo seu moço ele disse que chegava lá".

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